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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Maconha: proibir ou liberar? Nenhuma delas: administrar!

A experiência mostra que toda forma de intervenção proibidora em qualquer objeto de desejo da população não funciona. Foi assim com o azeite durante a idade média, o trigo em outros momentos, o álcool durante a lei seca nos anos de 1920 nos EUA, os bingos e cassinos ... etc, etc...

As regulamentações, quase sempre, são focos de corrupção, abusos e criação de comércio paralelo. Com isso temos distorções que causam violência. Não resolve o problema.

Ouvi na TV uma reportagem, se não me engano na Rede Globo, dizendo que desde o início da campanha antidrogas, os EUA já havia gasto MEIO TRILHÃO de dólares, E NÃO HAVIA melhorado a situação. Pelo contrário, as cadeias estavam superlotadas de população pobre (e agora marginalizada) e os barões do tráfico estão muito mais ricos e com infiltrações em vários pontos de poder institucionalizado. Sem falar na violência desenfreada por parte dos interessados na proibição; tanto os agentes "legais", corruptos, quanto os ilegais, traficantes.

Tendo em vista estes dados, não acredito que a proibição seja positiva. Outras drogas são vendidas livremente em bares de todo o mundo e não há uma epidemia global. Trabalhamos a situação de forma pontual. Temos os, pejorativamente denominados, “cachaceiros” mas estão muito longe de ser a maioria da população que tem acesso ao álcool. Fumantes inveterados, que também são parcela mínima se comparado a todos que tem acesso ao produto. Mas não temos barões desses produtos e tudo o que foi citado.

Será que a resposta não parece clara?


Comprar ou plantar?


O problema não me parece ser se a pessoa compra a maconha ou se planta. Mas os traficantes e as autoridades corruptas. O que puder ser feito para que esses não tenham chance, será bem vindo.



Uma pessoa sob a influência de maconha comete erros. Também quem bebe e também quem não bebe. Proibir o álcool não é uma imensa besteira? Definitivamente não podemos impedir em 100% das vezes que o ser humano erre. Errar faz parte da vida. Uma pessoa que se apresente ao trabalho sob o efeito de álcool será repreendida, não apresentará rendimento satisfatório. Sofrerá as consequências. Mais uma vez, administramos situações. E ninguém houve falar da guerra do cartel da cachaça.

Colocar a culpa dos atos humanos em uma substância e por isso bani-la é tolice. A arma de fogo não mata e sim quem puxa o gatilho. Um carro pode ser usado para nos nos levar de um ponto a outro ou pode ser usado na fuga de um assalto ou para levar assassinos; devemos retirar os carros das ruas?

O que precisamos é ter política de convívio. Administrar as distorções, os viciados. Usar tratamentos necessários e corretos. Não ser simplista sobre a situação. Este assunto exige trabalho. A força, pura e simples, não está resolvendo nada. O jovem trabalhador que se divertiu com um cigarro de maconha no fim de semana e foi preso, está agora sendo brutalizado em alguma prisão, se tornando um marginal profissional. Está atulhando o sistema prisional caríssimo e amanhã se tornará o assassino de toda a sociedade. Tudo isso seria diferente se a polícia o dissesse para apagar seu cigarrinho como quem dá uma advertência de transito com o compromisso que ele fosse avaliado por profissionais competentes da área de saúde e se tornasse um cidadão mais consciente. Não seria muito mais proveitoso, seguro e barato para toda a sociedade? Onde estariam os traficantes e corruptos nessa equação? Eles não existiriam.


Que final diferente teríamos.

Qual a sua opinião?



Leia também a matéria da revista Super Interessante sobre a maconha.


Você pode se interessar também por essa matéria:

Drogas virtuais. Elas realmente existem?

2 comentários:

rodrigorpm disse...

precisamos lutar contra nosso propria CORRUPCAO.Aquela passiva,omissa,negligente,demasia preguicosa quase tinhosa,demasia humana.Somos NATURAIS por NATUREZA.

rodrigorpm disse...

nos nao precisamos de controle,nao precisamos de um estado, um governo mentiroso, doente, canceroso.

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